Não Ficamos Para Sempre na Vida de Alguém

rvca-68

Não ficamos mesmo!

Ser a felicidade de alguém é algo que envolve muita responsabilidade. Coisa que eu, honestamente, nunca consegui cumprir. Nunca fui de dar satisfações sobre minha vida, mas com o tempo aprendi que pra certas pessoas precisamos prestar contas, pois percebi que, muitas vezes, suas expectativas caem sobre nós. Aprendi também que o nosso descaso pode causar dor e magoar à muita gente.

Chegava a ser algo um tanto quanto hipócrita da minha parte, pois queria ser livre para não dar satisfações e ao mesmo tempo criava expectativas sobre muita gente que praticava o descaso, bom… vocês podem imaginar como terminava. Passei muito tempo com o pensamento que gosto de chamar de “direitos iguais”. Vou explicar.

Direitos iguais porque, se eu sofria por ter conhecido o descaso, outros deveriam sofrer. Frio, eu sei. Mas era assim que eu pensava e vivi por muito tempo me incomodando em prestar contas, achando que outros não pensavam no que poderia estar acontecendo comigo e, por pensar assim, fazia o que me dava na telha. Mas essas reflexões são assunto para um outro texto, talvez. A questão é: será que teria vivido assim se soubesse o que sei agora?

Agora eu entendo que não é só porque alguém entra no meu caminho e dá um sorriso mais doce ou uma palavra amiga, que aquela pessoa vai se tornar o alguém mais importante na minha vida. Aprendi que o momento precisa sim ser preservado, o momento em que alguém te estende a mão, mas também aprendi que às vezes, na maioria delas, não passa disso. Um momento, uma lembrança para se guardar e agradecer.

Quando entramos na vida de alguém, ou vice versa, tem um propósito, claro que sim. Ensinamentos, aprendizados, desenvolvimentos, enfim, coisas que não cabe à nós saber e sim viver. Todas as coisas que, e infelizmente preciso ser honesto quanto à isso, uma vez que cumpridas, acabou. Calma, não vai embora, termina de ler que eu explico.

Muitos dos amigos que tive na adolescência, se foram e logo quando partiram eu tinha o costume de dizer, ou escrever, que havia perdido muitos amigos. Erradíssimo, por sinal. Não os perdi, simplesmente nossa missão acabou e só me resta absorver tudo o que aconteceu, seja bom ou ruim, pois independente disso, foi um ensinamento. Dia desses explicando essa minha teoria para uma amiga, ela brava me ameaçou de me dar uma surra se caso algum dia eu lhe contasse que nossa missão havia acabado. Eu ri, pois não é algo que se fala, mas acontece, e pode demorar muito pra acontecer conosco.

Talvez a separação faça parte da missão, pois temos sempre os reencontros da vida. Estou vivendo um reencontro, aliás. Ainda tentando entender o propósito e será assunto para outro texto. Voltando, não dizem que a vida é feita de reencontros? Pois bem, alguns deles podem ser a maior missão de sua vida.

A finalidade dessa ladainha toda é a velha história: se alguém quiser partir, deixe ir, mas se não voltar não significa que nunca foi seu, até porque ninguém pertence à ninguém, só significa que esteve com você o tempo necessário para mover a sua vida para onde ela devia ir. Então, deixe ir, pois você pode ter sido a missão de alguém que hoje está em qualquer que seja o lugar, simplesmente por ter tido você lá.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s