Partindo do principio de que eu não sei esconder o que sinto.

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Eu tentei, por várias e várias vezes, convencer à mim mesmo que eu não devo mostrar meus sentimentos. Ocultá-los só para mim, parecer mais auto suficiente, não deixar transparecer o bobo romântico que eu sou, enfim ser menos exaltado com o que sinto.

Nunca questionei a razão das pessoas darem esse conselho, só me parecia confuso e, sempre do contra como sou, nunca segui tal conselho. Me atirava de cabeça nas mais loucas amizades sem pensar em mais nada, imaginava o casamento depois de algumas horas com a pessoa e tudo parecia ir bem até o dia em fui de cabeça no chão e nem cheguei a noivar.

Foi quando entendi o porquê do conselho. As pessoas queriam me mostrar que quanto menos esperança você cria sobre algo, menor seria a dor se tal coisa não acontecesse. Mas nunca imaginei que seria assim. Dói, e como dói, ver toda a sua emoção ser simplesmente descartada ou ignorada. É um tapa tão forte na cara que te faz perder o encanto da vida e não estou sendo exagerado. Te faz questionar o porquê de ser feliz se ninguém mais liga para isso e se seus sentimentos não importam.

O primeiro baque passou e me fiz uma promessa de não me atirar de cabeça das próximas vezes. Pois então, a próxima vez chegou e adivinha quem quase teve um traumatismo craniano? Pois é, a mesma história se repetiu e o mesmo aconteceu por muito tempo depois. Sempre perdendo o encanto, porém cometendo o mesmo erro. Eu uso esse nome, “erro”, pois é o que as pessoas dizem ser e se é verdade o que dizem sobre persistir no erro, então sim, eu sou burro.

Porém, e se eu não estiver errando? Será um erro acreditar no melhor das pessoas, acreditar que daquela vez pode ser tudo diferente? E assim, depois de tanto apanhar das minhas escolhas eu me aceitei. À mim e aos meus sentimentos. Aceitei que eles estão ali prontos para se mostrar e dar o melhor de si, prontos para confortar os que se aproximam com carinho e não devo segurá-los. Esse não sou eu, não sou do tipo que usa a frieza para não se machucar, eu uso o calor, eu não me importo de me machucar e ficar ferido, pois aquela ferida é a prova de que eu tentei, de que eu usei tudo o que tinha a meu favor. Eu sou o que sinto e isso nunca vai mudar.

Eu percebi que ser auto suficiente não é ser livre de qualquer sentimento. Eu sou auto suficiente, pois eu mostro meu amor independente do outro lado da relação.

Mas façamos um gancho aqui. Eu não escondo nada do que sinto, inclusive o desprezo,  pois sou feito de coisas boas e ruins como qualquer ser humano. Eu sinto ódio, tristeza do mesmo jeito que sinto amor e alegria, mas ainda bem, e esse talvez seja a melhor parte, não depende de mim decidir qual sentimento vai se mostrar à você. Você traça seus passos ao meu lado, ou longe de mim. Se o amor te escolher, é pra sempre, independente das mágoas que venham pelo caminho. Se for o ódio a te escolher, talvez nem tenhamos um caminho juntos, mas como eu disse, não depende de mim.

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